sábado, 5 de maio de 2012

Pequenos contos sobre como eu cheguei em casa - 2

Okay, segundo dia que eu estava voltando pra casa. Mesmo esquema, parar numa certa estação do metro, pegar o ônibus e falar a frase decorada. Mas devido ao incidente do dia interior, um amigo me levou até o ônibus para conversar com o motorista. 
Fiquei completamente sossegada, meu amigo tinha combinado tudo com o motorista e o motorista iria me chamar quando eu precisasse descer. Sentei bem relaxada e só fiquei olhando através da janela o mundo passar. Quando, de repente, o motorista parou! Uma menina desceu e começou a conversar com ele e apontar pra mim e eu não entendo lhufas. Ela conseguiu me fazer entender que eu deveria descer com ela, que aquele era o lugar certo. 
Descemos no acostamento de uma rodovia, em frente a um bosque. E lá estava eu de novo sem ter idéia de onde me encontrava. Comecei a segui-la, em busca da civilização. Ela percebeu que eu não conhecia aquela região e tentou se comunicar, falando em russo. O que, claro, não deu certo. E me surpreendi quando ela soltou um: "Work at Sheraton Hotel, understand Englisk, but no speak."
Pensei, ok, que pelo menos um na conversa entenda o outro, do que quando as duas pessoas não compreendem nada. Mostrei pra ela o endereço do meu prédio que tenho sempre comigo. E ela meio que falou que tinha uma noção mais não sabia exatamente onde era. Falei pra ela que era do lado de uma escola, isso deu uma luz. Então começamos a andar.
Quando chegamos na região da escola, falei que já sabia como chegar em casa. Agradeci umas 500 mil vezes, e ainda dei um abraço nela, o que acho que não é exatamente normal por aqui, pela reação meio dura dela pra receber o abraço, mas depois ela riu e começou a ir embora então virou e disse apontado para si: "Ah, Marguerita!" e eu: "Gabriela!", "Nice to meet you!", "Nice to meet you, too!"

E assim, mais uma vez, eu consegui chegar em casa. Graças a ajuda dos moscovitas!

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