Hoje eu decidi sair passear por Moscou, sozinha. Desci numa
estação de metro chamada Okhotny Ryad ou, se você preferir, Охотный ряд. E fui
andar na Manezhnaya Square, que é tipo um calçadão na frente do Kremlin. Daí
descobri um shopping subterrâneo, e fui dar uma olhada, de curiosa.
Andando no shopping que nem uma turista perdida, um russo me
abordou e eu já comecei minha famosa frase: “No ruskii”. Ele me convenceu em um
pseudo-quase-inglês a me sentar na cadeira do quiosque de salão de beleza que
ele trabalha, no meio do shopping.
Foi hilário, ele passou a chapinha numa mecha do meu cabelo
e olhou pra mim todo feliz, como se perguntando o que eu achava. Falei que
achava lindo, muito bom o trabalho dele. Já ia me levantando quando ele falou:
“No, no, no, sit!”. Tive que sentar, né. Começamos a tentar conversar, ele perguntou
de onde eu era, falei que era brasileira. Pronto! O cabelereiro, chamado Mario,
quase pirou. Desembestou no russo e ficou falando o tempo todo, e eu só
consentido e sorrindo.
Resumindo ele alisou meu cabelo inteiro. Por isso, me senti
na obrigação de pagá-lo (mesmo que a coisa toda não tivesse acontecido por
vontade própria). Tirei a carteira da mochila, e ele já retorquiu um “No, no,
no money!”. Quando eu dei por mim, tinha uma fila de mulheres pra serem
atendidas. Cheguei a conclusão que ele me usou de vitrine (afinal, lugar vazio
não é lugar bom). Mas achei um sarro, uma experiência engraçada e fiz até um
amigo.
E aí filhota, ficou bom o alisamento???
ResponderExcluirmande uma foto pra gente avaliar.
beijos!
Boa estratégia do Mario, nada melhor que uma menina linda para vitrine, bjss
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